Viu ódio ou crime na internet? Denuncie.
Racismo, LGBTfobia, misoginia, ameaças, intolerância religiosa: tudo isso pode ser crime. O caminho para que haja consequência é a denúncia nos canais certos, com a prova bem guardada.
Primeiro, guarde a prova
Posts somem. Antes de qualquer coisa:
- Tire print da tela inteira, mostrando o perfil, a data do post e, se possível, o endereço (link) no navegador.
- Copie e salve o link do post e do perfil em um lugar à parte.
- Anote quando você viu (dia e hora).
- Para casos graves, a prova mais forte é a ata notarial (feita em cartório) ou uma ferramenta de preservação de prova digital. Um advogado pode orientar.
Depois, denuncie
- SaferNet Brasil
Denúncia anônima de crimes de ódio e violações de direitos humanos na internet. Encaminha ao Ministério Público Federal.
- Delegacia Eletrônica de SP
Boletim de ocorrência online. Para crimes contra a honra (injúria, calúnia, difamação) e outros casos aceitos pelo sistema.
- Disque 100
Disque Direitos Humanos: ligação gratuita, 24h, também por WhatsApp e site. Recebe denúncias de violações de direitos.
E denuncie também na própria rede social:
Denuncie sem dar engajamento
O que mais impulsiona um post é curtida, comentário, compartilhamento e tempo assistindo. Para não ajudar quem espalha ódio:
- Recebeu só o link? Cole na SaferNet sem abrir o post. A denúncia é anônima e quem abre é a equipe deles.
- Viu no feed? Denuncie pelos três pontinhos (⋯) do próprio feed, sem abrir o post.
- Precisa ver ou guardar a prova? Abra numa aba anônima, sem estar logado. A rede não sabe quem viu.
- Nunca comente, nem para rebater. Comentário é o que mais espalha o post.
- Combine com outras pessoas. Várias denúncias do mesmo post pesam mais do que uma.
Não sabe por onde começar?
Membros do guia podem usar o organizador de denúncia: você junta os prints, os links e o relato, e ele monta um PDF pronto para enviar ao Plantão Jurídico, um grupo de advogados voluntários que orienta o próximo passo. Tudo acontece no seu aparelho: o site não guarda nada.
Entrar com conviteNão exponha a pessoa
Postar o print com o nome de quem cometeu o ataque pode virar linchamento virtual, atrapalhar a investigação e até gerar um processo contra você. Deixe a punição com quem pode aplicá-la.